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Usos e Desusos da Baía de Guanabara: Uma Abordagem para a Educação Ambiental
Fabiano Silva Cordeiro, Jonatha Soares Gomes, Luiz Claudio Gomes Pimentel, Vagner Reis Silveira

Última alteração: 2015-11-03

Resumo


A Baía de Guanabara (BG) tem uma área aproximada de 400 Km² e contém cerca de 3 bilhões/m³ de água, sendo considerado um ambiente de interface marinho-continental. Esse rico e diversificado ambiente pode ser considerado um estuário que engloba inúmeros rios onde desagua mais de 200 mil litros de água/segundo, sendo captada pelas bacias hidrográficas que formam a região Hidrográfica da BG. Entretanto, devido a um acelerado processo de degradação, motivado pela combinação de fatores naturais e antrópicos, boa parte dos desagues apresentam péssima qualidade. Junto a esse cenário de degradação soma-se o intenso fluxo de embarcações que variam de pequeno à grande porte, associados a movimentação econômica, turística e atividades voltadas para a prática de lazer. De forma antagônica essas tem o potencial de gerar receita e justificativa para fomentar o processo de recuperação desse ecossistema. Na atualidade o porto passa por um processo de ampliação, que ocasionará um aumento no fluxo dessas embarcações e ampliação do potencial turístico, propiciando ainda a atracação de embarcações de maior porte.

Considerando essas percepções, na abordagem proposta buscar-se-á como diretriz o levantamento de informações sobre os usos e desusos da BG, objetivando a elaboração de materiais didáticos como apostilas e a estruturação de informação em plataforma pública de sistema de informação geográfica desenvolvida em conjunto com os alunos de ensino médio. No material didático serão compiladas informações sobre economia naval, pontos de lazer e pesca e as características oceanográficas e meteorológicas da BG como correntes e amplitude de maré, batimetria, descarga fluvial, regime de vento, presença de resíduos, parâmetros físico-químicos da água e caracterização biológica. A partir desses fatores será possível trabalhar com os alunos o processo de degradação  associado a diminuição das práticas esportivas, a relação entre a variação da maré e sua influência na renovação e qualidade da água da BG, identificação de águas abrigáveis e calmas favorecendo a navegação. Essas características possibilitam interligar o referencial econômico e turístico com o uso da BG, contrastando com seus efeitos indesejáveis associados ao desuso, como a extinção de práticas esportivas, defaunação e redução da flora e balneabilidade de suas praias. Para elaboração do SIG-BG, contribuindo para o monitoramento da evolução da degradação da BG e das áreas de uso específico, o critério metodológico se utilizará da plataforma Google Earth para visualizar imagens recentes e antigas, utilizando a ferramenta “tempo”.