Última alteração: 2015-11-03
Resumo
INTRODUÇÃO: As parasitoses intestinais causadas por helmintos e por protozoários afetam no mínimo dois bilhões de pessoas no mundo. São representadas nos dias de hoje como uma mazela principalmente entre comunidades mais carentes dos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Constitui-se, portanto como um grave problema de saúde pública por sua alta taxa de prevalência (ROSSIGNOL, 1998). Este projeto de extensão objetivou analisar e estimar a prevalência de fatores de risco parasitário das crianças em idade escolar (06 a 12 anos) atendidas pelo projeto em tela e matriculadas em uma escola pública municipal do Rio de Janeiro; bem como verificar a associação entre as variáveis socioeconômicas e os fatores de risco identificados. Na metodologia: utilizou-se uma abordagem quantitativa tendo como base a interpretação e a análise de tabelas, quadros e gráficos, pela estatística descritiva. Principais Resultados: A prevalência de enteroparasitoses na amostra encontrada foi de 16%, contudo a prevalência de baixo peso foi de 16,67%, já os de peso ideal apresentaram uma prevalência de 15,24%. Quanto aos escolares com agravos a saúde oriundos das parasitoses, podemos dizer que 61,29% apresentam episódios de dor abdominal, relacionado com a presença de giardíase e amebíase, 5% possuem prurido anal e 3% possuem dificuldade de concentração nos estudos. Observamos também uma prevalência de 60% entre rendas familiares baixas (de 1 a 3 salários mínimos e até 1 salário mínimo), fator esse, predisponente para a ocorrência de tal mazela. Torna-se premente destacarmos que a análise estatística apresentou prevalência significativa de: incidência de parasitoses, baixo peso e hábitos de vida prejudiciais, como o de se alimentar na rua nos escolares de nível socioeconômico menos favorecido. Conclusões: a promoção da saúde vai além de um estilo de vida saudável, caminhando na busca do bem estar global, individual e coletivo, mediante a implementação de ações interdisciplinares e intersetoriais. Por isso, com base na análise dos fatores de risco das doenças parasitárias em crianças na idade escolar, reforçamos o papel do enfermeiro pediatra na promoção da saúde individual e coletiva mediante a execução de ações de educação para a saúde, com o objetivo de desenvolver nos escolares os conhecimentos/habilidades que contribuam para a adoção de estilos de vida mais saudáveis. Para isso, é mister englobar temáticas que envolvam questões como a alimentação saudável, higiene, cidadania, importância da escola como ambiente promotor da saúde, qualidade de vida e outros aspectos relacionados a prevenção das doenças infectoparasitárias na infância.