Portal de Conferências da UFRJ, XII Congresso de Extensão da UFRJ

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A Problemática das Verminoses na Idade Escolar: Uma Proposta de (Inter)Ação Profissional da Saúde e Comunidade
Eduardo Alexander Júlio César Fonseca Lucas, Antonio Eduardo Vieira dos Santos, Bruna Liane Passos Lucas, Ravini Fernandes dos Santos Vieira dos Santos, Juliana Maria Rego Maciel Cardoso, Simone Fonseca Lucas da Silva, Natália Rodrigues Pontes Lemos

Última alteração: 2015-11-03

Resumo


INTRODUÇÃO: As parasitoses intestinais causadas por helmintos e por protozoários afetam no mínimo dois bilhões de pessoas no mundo. São representadas nos dias de hoje como uma mazela principalmente entre comunidades mais carentes dos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Constitui-se, portanto como um grave problema de saúde pública por sua alta taxa de prevalência (ROSSIGNOL, 1998). Este projeto de extensão objetivou analisar e estimar a prevalência de fatores de risco parasitário das crianças em idade escolar (06 a 12 anos) atendidas pelo projeto em tela e matriculadas em uma escola pública municipal do Rio de Janeiro; bem como verificar a associação entre as variáveis socioeconômicas e os fatores de risco identificados. Na metodologia: utilizou-se uma abordagem quantitativa tendo como base a interpretação e a análise de tabelas, quadros e gráficos, pela estatística descritiva. Principais Resultados: A prevalência de enteroparasitoses na amostra encontrada foi de 16%, contudo a prevalência de baixo peso foi de 16,67%, já os de peso ideal apresentaram uma prevalência de 15,24%. Quanto aos escolares com agravos a saúde oriundos das parasitoses, podemos dizer que 61,29% apresentam episódios de dor abdominal, relacionado com a presença de giardíase e amebíase, 5% possuem prurido anal e 3% possuem dificuldade de concentração nos estudos. Observamos também uma prevalência de 60% entre rendas familiares baixas (de 1 a 3 salários mínimos e até 1 salário mínimo), fator esse, predisponente para a ocorrência de tal mazela. Torna-se premente destacarmos que a análise estatística apresentou prevalência significativa de: incidência de parasitoses, baixo peso e hábitos de vida prejudiciais, como o de se alimentar na rua nos escolares de nível socioeconômico menos favorecido. Conclusões: a promoção da saúde vai além de um estilo de vida saudável, caminhando na busca do bem estar global, individual e coletivo, mediante a implementação de ações interdisciplinares e intersetoriais. Por isso, com base na análise dos fatores de risco das doenças parasitárias em crianças na idade escolar, reforçamos o papel do enfermeiro pediatra na promoção da saúde individual e coletiva mediante a execução de ações de educação para a saúde, com o objetivo de desenvolver nos escolares os conhecimentos/habilidades que contribuam para a adoção de estilos de vida mais saudáveis. Para isso, é mister englobar temáticas que envolvam questões como a alimentação saudável, higiene, cidadania, importância da escola como ambiente promotor da saúde, qualidade de vida e outros aspectos relacionados a prevenção das doenças infectoparasitárias na infância.