Portal de Conferências da UFRJ, XII Congresso de Extensão da UFRJ

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BRINCAR PARA CONHECER, CONHECER PARA PRESERVAR: TEATRO DE FANTOCHES PARA A PRESERVAÇÃO AMBIENTAL DO PARQUE NACIONAL DA RESTINGA DE JURUBATIBA.
Meriane Santos Paula, Cristiane de oliveira freitas, Andrea Santos de França, Camila alves enne daumas, Nayara Pereira Alves, Emiliana Galoti de Oliveira da Silva, Christine Ruta

Última alteração: 2015-11-03

Resumo


É notório que o estilo de vida do homem moderno tem causado grandes perdas na biodiversidade dos ecossistemas, esse tipo de atitude vem gerando uma maior preocupação com a preservação do meio ambiente. O litoral brasileiro é um dos mais afetados por impactos antrópicos, principalmente pela expansão imobiliária. Por questões históricas, a região Sudeste possui o litoral mais devastado do Brasil, e a partir da década de 1970 com o início da exploração de petróleo na Bacia de Campos, o município de Macaé torna-se uma cidade símbolo da ocupação predatória do litoral não somente pelas empresas de petróleo como também pelos loteamentos de moradias. Em 1998, numa tentativa de preservar o ecossistema de restinga do litoral de Macaé e regiões próximas, foi criado o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (PNRJ), sendo até hoje o único parque de restinga do Brasil. Até hoje o PNRJ é alvo de críticas da população por desconhecer a importância deste ecossistema, o presente trabalho através da Arte busca portanto a sensibilização da população para a preservação do PNRJ. O objetivo deste trabalho foi elaborar uma peça de teatro com fantoches para promover a conscientização ambiental do PNRJ. A peça ilustra história, a biodiversidade e a importância da preservação deste Parque. O público-alvo é formado por adultos, jovens e crianças, principalmente moradores do entorno do PNRJ. A peça é formada por dois bonecos, que representam os papéis de um professor de Ciências e de um aluno do ensino fundamental. O roteiro da peça foi elaborado a partir do levantamento de dados científicos e do conhecimento popular do PARNA (Parque Nacional). As apresentações são acompanhadas de projeção de imagens em uma tela sobre diversos aspectos bióticos e abióticos do ecossistema restinga. Um total de cinco apresentações foram realizadas e observou-se a alta receptividade da peça através de manifestações espontâneas. O uso desta metodologia diferenciada promove a interação da Arte e Ciência, através de abordagens lúdicas, e vêm configurando ser uma proposta adequada para mediação entre os conflitos existentes entre Parque e Cidade.

Financiamento: Novos Talentos (CAPES), Pró-Cultura e Pibex (PR5/UFRJ)