Portal de Conferências da UFRJ, XII Congresso de Extensão da UFRJ

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Benefícios edáficos e microclimáticos do manejo agroflorestal no LaVAPer
Célia Maria Paiva, Heloisa Teixeira Firmo, Monica Pertel, Tomé de Almeida e Lima, Lynna Toni Fuly, Inés Gómez Menéndez

Última alteração: 2015-11-03

Resumo


O objetivo deste trabalho é analisar a influência microclimática e edáfica do manejo agroflorestal no Laboratório Vivo de Agroecologia e Permacultura – LaVAPer. O LaVAPer, situado no Centro de Tecnologia, Cidade Universitária, foi criado em 2009 por estudantes de Engenharia Ambiental através do Projeto MUDA - Mutirão de Agroecologia. Um dos principais focos do trabalho é o estudo da dinâmica de um Sistema Agroflorestal Sucessional, integrado aos princípios e aplicações da Permacultura. O material que constitui o terreno do campus “Cidade Universitária” da UFRJ origina-se de material de aterro, com baixa quantidade de nutrientes e alta compactação. A recuperação de solos degradados através do manejo agroflorestal é uma prática viável para a recuperação do solo e de outros serviços ambientais proporcionados pela floresta. A regulação microclimática é um benefício de papel fundamental no conforto ambiental, atenuando a sensação de calor devido à manutenção da umidade e redução de incidência solar. Uma das formas de monitorar os benefícios da agrofloresta é através da quantificação de parâmetros de melhoria do solo e do microclima em comparação ao uso típico da matriz, gramada. Para tanto, iniciou-se um monitoramento meteorológico por meio do qual mediu-se a temperatura e umidade do ar, a radiação solar e a temperatura da superfície dentro e fora da agrofloresta de hora em hora das 10:30 às 16:00 horas durante o dia 08 de maio de 2015. Esse monitoramento terá continuidade ao longo do ano, nas diferentes estações, repetido em diferentes condições de intensidade de radiação solar, alternando dias sem nuvens e nublado. Adicionalmente, será iniciada a coleta de informações físico-químicas do solo dentro e fora da agrofloresta para análise em laboratório, tais como: matéria orgânica, infiltração, umidade e pH. Com esse monitoramento, pretende-se fechar medidas durante um ano hidrológico e acompanhar a evolução do solo. Os resultados preliminares do experimento de campo realizado no dia 08 de maio de 2015 no LaVAPer durante o período de medições, das 10:30 às 16:00 h, variaram da seguinte forma dentro da agrofloresta: temperatura do ar entre 20,4-21,1oC com valor médio igual 20,8oC; temperatura da superfície entre 21,5-23,1oC com média igual a 22,4oC; umidade relativa do ar entre 75-85% com média igual a 77,9%. Por sua vez, na superfície gramada essas grandezas variaram da seguinte forma: temperatura do ar entre 20,2-22,6oC com média igual a 21,2oC; temperatura da superfície entre 22,6-25,5oC com média igual a 23,9oC; umidade relativa do ar entre 72-85% com média igual a 77,8%. As diferenças microclimáticas não foram expressivas, com exceção do caso da radiação solar que foi 91,6% inferior dentro da agrofloresta. Entretanto, no dia do experimento predominaram condições de tempo nublado com chuva intermitente, que amenizaram as diferenças entre as áreas estudadas. Esse monitoramento será repetido em diferentes condições de intensidade de radiação solar, alternando dias nublados e sem nuvens, quando se terá a oportunidade de avaliar melhor os contrastes microclimáticos das áreas em estudo. Dessa forma, espera-se evidenciar por meio deste trabalho os benefícios de conforto ambiental e melhora da qualidade do solo devido à presença da agrofloresta.