Portal de Conferências da UFRJ, VII SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS

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A IMPLANTAÇÃO DO "PROJETO COALA" NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL DA MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ
Priscilla Dos Santos Vigo, Micheli Marinho Melo, Akla Martins da Silva, Ana Paula Vieira dos Santos Esteves

Última alteração: 2019-08-27

Resumo


Em cuidados intensivos neonatais, o oxigênio é uma droga frequentemente utilizada, e sua oferta indiscriminada pode levar a consequências danosas ao recém-nascido (RN) prematuro no período neonatal. O Projeto COALA (Controlando Oxigênio Alvo Ativamente) é uma estratégia de mobilização da equipe multiprofissional, que visa otimizar o uso de oxigenoterapia suplementar durante a hospitalização de RN prematuros nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) brasileiras. A presente comunicação tem como objetivo descrever a experiência da equipe de enfermagem na implantação do "Projeto Coala" na UTIN da Maternidade Escola da UFRJ (ME-UFRJ). Espera-se contribuir para a sistematização da implantação desta prática e sua disseminação em outras unidades; além de trazer subsídios para discussões sobre a aplicação do projeto e seus resultados. Estudo descritivo do tipo relato de experiência, por observação participante no cenário da UTIN da ME-UFRJ. A implantação segue as 14 etapas descritas na orientação do projeto. Início em março de 2019, com discussões da equipe de enfermagem e pediatria sobre a temática, e com a disseminação da informação para equipe multiprofissional. A UTIN foi cadastrada no projeto e a equipe gestora recebeu o material informativo e instrucional. Estabeleceu-se o consenso dos RN elegíveis e construiu-se um fluxograma próprio da unidade. Confeccionou-se as placas contendo os limites de alarme e a faixa de saturação alvo de oxigênio para serem fixadas aos monitores. Ajustou-se os limites de alarme na configuração padrão dos monitores. Em abril, a equipe multiprofissional e os residentes da unidade participaram de sete treinamentos em serviço. E em maio, iniciou-se a aplicação do projeto na unidade, conforme fluxograma. Conferência diária é realizada pelas enfermeiras da rotina através de um checklist à beira leito, quanto aos critérios de elegibilidade/permanência do RN no projeto, e os ajustes de alarmes. Os RN inclusos são registrados em livro de acompanhamento do Projeto. Toda equipe é estimulada a fazer ajustes gentis na fração inspirada de oxigênio, bem como conferir os alarmes nas trocas de plantão e na admissão de um RN elegível. Os erros detectados são corrigidos, informados à equipe no momento e um levantamento mensal é fornecido às enfermeiras líderes dos plantões. As auditorias iniciaram-se em junho, um mês após implantação como orientado no projeto. Os resultados foram divulgados para equipe eletronicamente e no mural da unidade. Inicialmente, a equipe demonstrou resistência, mas sensibilizou-se quanto a importância da estratégia, e tem evoluído com significativa adesão.


Palavras-chave


Recém-Nascido; Unidades de Terapia Intensiva Neonatal; Oxigenoterapia.

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