Portal de Conferências da UFRJ, VII SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS

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Tríplice epidemia de dengue, Zika e chikungunya no município do Rio de Janeiro: reflexões sobre o acometimento de trabalhadores de uma unidade de atenção terciária.
CAROLINE RUBERT

Última alteração: 2019-08-26

Resumo


O Serviço de Epidemiologia e Avaliação - SEAV do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - HUCFF identificou em 2016 um número expressivo de casos de arboviroses entre trabalhadores da unidade, situação atípica que motivou o monitoramento dos casos de forma mais criteriosa, por se tratar de duas arboviroses até então pouco conhecidas no país, Zika e chikungunya. A introdução do vírus chikungunya seguida da emergência do vírus Zika em um cenário de ampla endemicidade para os vírus dengue deflagraram uma situação atípica de tríplice epidemia no Rio de Janeiro em 2016, ano em que o país vivia uma situação de Emergência de Saúde Pública Nacional e Internacional. O presente estudo teve como objetivo analisar a ocorrência dos casos de arboviroses entre trabalhadores, com intuito de investigar sua possível origem ocupacional e discutir as implicações do acometimento de trabalhadores de saúde para a rotina dos serviços prestados na referida unidade de atenção terciária. Trata-se de um estudo seccional descritivo, cuja população de estudo foram os casos de dengue, Zika e chikungunya em trabalhadores da unidade, notificados no ano de 2016. Por meio de um roteiro de entrevista foram coletados dados referentes ao perfil epidemiológico, clínico e laboral dos casos, além de perguntas sobre o provável local de infecção. Os achados indicaram maior frequência de casos entre trabalhadores ligados à assistência direta, lotados em setores localizados no subsolo, exatamente onde a única inspeção predial naquele ano havia identificado criadouros potenciais de mosquitos Aedes aegypti. Os afastamentos decorrentes do adoecimento por essas arboviroses duraram em média de 5 a 6 dias. Embora as evidências não sejam suficientes para confirmar a origem ocupacional do adoecimento dos trabalhadores, a investigação revelou a necessidade de se implementar medidas de controle da infestação de rotina, as quais devem conduzidas em articulação com a coordenação de vigilância de risco biológico da área programática onde a unidade está inserida. O acometimento de profissionais da linha de frente da assistência pode comprometer a oferta e qualidade dos serviços prestados à população.



Palavras-chave


arboviroses; saúde ocupacional; vigilância epidemiológica;

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