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O Esporte Educacional na UFRJ
Luciana Marins Nogueira Peil, Luiz Felipe Cavalcanti, Sidney de Montmorency Botelho Pestana, Leandro da Silva Fernandes, Regina Aparecida Balbi, Denilson da Silveira Vasconcelos, Bruno Mattos da Silva

Última alteração: 2017-08-18

Resumo


Queremos discutir e implementar uma política de Esporte para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Escola de Educação Física e Desportos (EEFD), por atuar diretamente na discussão e estudo do Esporte, é o local de execução e seu principal agente e proponente, porém, entende que todas as demais unidades que possuem atuação direta e indireta no campo do Esporte, devem ser proativas nesta construção e sua posterior implantação. Perseguir a vitória neste âmbito, condição fundamental ao Esporte, é consequência de um processo formativo muito mais profundo que a execução técnica do gesto esportivo ou da obediência tática. É perceber-se como protagonista desta formação, consciente das limitações e/ou potencialidades de seus companheiros, adversários e, principalmente, de si mesmo. Deve-se abrir a escuta aos estudantes, técnicos, docentes e terceirizados, para que se busque uma melhor compreensão do que se espera da manifestação esportiva dentro da universidade. Tal debate carece de uma prévia instrumentação do público envolvido, a fim de evitar repetições do senso comum, como a hipercompetitividade e o predomínio do Futebol entre as modalidades a serem ofertadas. O Esporte universitário não pode ser a mera reprodução do Esporte profissional e de alto nível que se apresenta como o grande objetivo a atingir na ótica do senso comum. Definir uma política de Esporte para a UFRJ implica estabelecer um setor específico, primordialmente dedicado ao tema, dentro da estrutura da administração central da universidade, de modo a garantir a permanente reflexão acerca desta política e sua firme execução ao longo do tempo. Fortalecer o Esporte universitário na UFRJ é, dentre outras coisas, envolver vários agentes no processo de preparação, competição e avaliação. Assim, uma das ações da coordenação deve ser a implantação de um programa de estágio em Esporte, associado às unidades interessadas neste campo de experimentação para que se estabeleça um efetivo programa de acompanhamento das equipes. Consideramos que as equipes de representação da UFRJ devem ser campo de aprendizagem e formação para todos os acadêmicos de áreas afins ao Esporte sob a orientação e supervisão de servidores da UFRJ em suas especificidades. Para além das equipes representativas, devemos lembrar que a prática do Esporte é um direito de todos no espaço da universidade. Servidores técnicos administrativos, alunos e professores. O direito a vivência, o direito a participação. Assim, perguntamos: Qual(is) manifestação(ções) de Esporte a UFRJ deseja? Como o Esporte deve se colocar na UFRJ? O que queremos com o Esporte na UFRJ? O que de fato é e/ou deve ser o Esporte educacional? Portanto, torna-se fundamental que a UFRJ, com sua relevância, assuma papel central na discussão de novos paradigmas para o Esporte universitário em prol do melhor interesse público.

Palavras-chave: Esporte; Educação; Universidade

 


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