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CIÊNCIA, HISTÓRIA E CULTURA: O MUSEU NA QUINTA DA BOA VISTA
Fernanda Cristina Cardoso Guedes, Eliane Ezagui Frenkel

Última alteração: 2017-08-18

Resumo


Fundado em 6 de junho de 1818 por D. João VI, com o intuito de promover o progresso cultural e econômico no país, o Museu Nacional/UFRJ é a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de História Natural e de Antropologia da América Latina, com cerca de 20 milhões de itens em seu acervo. Atualmente o Museu integra a estrutura acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro e constitui-se num centro de intensa produção acadêmica nas áreas de Antropologia, Botânica, Geologia/Paleontologia, Entomologia, Invertebrados e Vertebrados.

Neste trabalho temos por objetivo apresentar e analisar, sob as perspectivas da experiência do visitante e do papel de uma atividade de extensão, o projeto denominado “Ciência, história e cultura: o Museu na Quinta da Boa Vista” que, desde 2007, promove a divulgação científica e a valorização da memória desta instituição que reúne, em célula única, história, cultura, ensino, pesquisa e extensão.

Durante essa atividade, o Museu abre suas portas para a população, proporcionando a interação entre diversas áreas do conhecimento, através de visitas mediadas, atividades culturais e oficinas nas áreas de atuação da instituição. A troca de vivências – popular e acadêmica — contribui para a valorização da importância do Museu enquanto espaço não formal de educação e de socialização.

A programação acontece durante um final de semana inteiro e é voltada para despertar na população em geral, nos alunos do ensino médio e fundamental de escolas públicas e privadas o interesse pela história, ciência e cultura e, além disso, contribuir para a formação de alunos de graduação e de pós-graduação do Museu e da UFRJ que, junto com os docentes, desenvolvem essas ações.

Sediado no Paço Imperial de São Cristóvão, antiga residência da família real e imperial brasileira, o Museu Nacional/UFRJ fica localizado em uma das maiores áreas de recreação da zona norte do Rio de Janeiro, o Parque da Quinta da Boa Vista, onde também se encontra o Zoológico da cidade. A região abriga ainda outros espaços históricos e museológicos como o Museu Militar Conde de Linhares, o Centro Cultural Maçônico, o Museu de Astronomia e Ciências Afins e a Casa da Marquesa de Santos.

Dessa forma, o projeto objetiva também resgatar o papel do Bairro Imperial de São Cristóvão na história do país, referenciando o mesmo como um espaço de apreciação e conhecimento da história, cultura e ciência, reposicionando a imagem do bairro e do parque no imaginário popular.

O grande número de visitantes recebidos a cada ano (desde sua primeira edição, foram registradas aproximadamente 150 mil visitas) tem suscitado uma demanda pela continuidade de atividades dessa natureza que, além de incentivar o interesse pela ciência, história e cultura também desperta novos talentos profissionais. Assim, neste trabalho, espera-se contribuir para as reflexões sobre como a extensão universitária pode atuar de maneira transformadora ao oferecer à população a oportunidade de ter acesso à produção científica brasileira e a saberes restritos às salas das universidades.

Palavras-chave

extensão; museu; sociedade; experiência museal; educação


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