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DETERMINAÇÃO DE COMPOSTOS CARBONÍLICOS EM AMBIENTES FECHADOS NA ILHA DO FUNDÃO
ALAN SILVA MINHO, GRACIELA ARBILLA DE KLACHQUIM, FLAVIA DE ALMEIDA VIEIRA, ADRIANA GIODA, joseane ames, DEBORA DE ALMEIDA AZEVEDO

Última alteração: 2017-08-18

Resumo


Os compostos carbonílicos são de grande importância ambiental porque contribuem para a poluição atmosférica e para a formação de ozônio troposférico, são precursores de aerossóis secundários, apresentam efeitos adversos à saúde humana (carcinogênico) e efeitos tóxicos (teratogênico e embriotóxico). O presente estudo reporta o monitoramento de compostos carbonílicos em ambientes de três locais no campus da Ilha do Fundão da UFRJ- Gráfica UFRJ, Prefeitura Universitária e o Departamento de Anatomia do Centro de Ciências da Saúde.

Na maioria dos ambientes monitorados, o formaldeído foi o composto carbonílico majoritário, sendo o Departamento de Anatomia o local de amostragem que apresentou a maior concentração, com um valor médio de 1086 µg m-3. A gráfica da UFRJ foi o local que apresentou a menor concentração média do formaldeído dentre os locais monitorados 18,83 µg m-3. As amostras internas apresentaram maior concentração de compostos carbonílicos do que as amostras externas em todos os locais monitorados. Sendo que o ambiente externo do Departamento de Anatomia foi o local com a maior concentração média do formaldeído (71,99 µg m -3) em relação aos demais locais monitorados (Gráfica= 2,74 µg m-3 e Prefeitura Universitária= 4,36 µg m -3).

Alguns ambientes internos monitorados apresentaram concentrações de formaldeído maiores do que o limite de exposição permitido por algumas agências reguladoras como a OEHHA (9 µg m-3) e o NIOSH (20 µg m-3). Alguns locais do Departamento da Anatomia violaram o limite de exposição preconizado pela legislação brasileira (2,3 mg m-3).

Em relação aos ambientes internos, a concentração média dos compostos carbonílicos determinados no Departamento da Anatomia foi 34 e 44 vezes maior do que a concentração média dos compostos carbonílicos da Gráfica e da Prefeitura Universitária, respectivamente. Com relação especificamente ao formaldeído a concentração média foi 57 e 41 vezes maior do que a concentração média do formaldeído na Gráfica e na Prefeitura Universitária.

Em relação aos ambientes externos, o Departamento de Anatomia apresentou uma concentração média dos compostos carbonílicos 9,5 e 13,2 vezes maior do que a concentração média dos compostos carbonílicos da Gráfica e da Prefeitura Universitária. A concentração média do formaldeído no Departamento de Anatomia foi 26 e 19 vezes maior do a concentração média do formaldeído na Gráfica e na Prefeitura Universitária.

Essa exposição ao formaldeído pode acarretar em efeitos deletérios na saúde dos indivíduos expostos no Departamento de Anatomia.

A aquisição e instalação de coifas articuladas sobre as bancadas dos laboratórios de anatomia podem ser uma solução para minimizar a exposição por inalação dos compostos carbonílicos, em especial o formaldeído.

A substituição gradual das peças cadavéricas formolizadas por plastinadas podem contribuir para diminuição dos níveis de concentração do formaldeído no Departamento de Anatomia.

Palavras-chaves: formaldeído; contaminação ocupacional; ambiente interno.


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