Última alteração: 2017-08-17
Resumo
O presente trabalho é parte das ações implementadas no ano de 2016, no campo da política de assistência estudantil, pela Divisão de Esporte, Cultura e Lazer (Decult), sendo essa integrante da estrutura da Superintendência Geral de Políticas Estudantis (SuperEst) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Objetivando uma melhor qualidade de vida e, por conseguinte acadêmica, a Decult cria o Programa Esporte Participação – PEP, sendo esse um programa de atividades esportivas, a partir de intervenções que permitam potencializar a política de permanência para os estudantes de graduação e pós-graduação, buscando assim a universalidade. Por outro lado, tais implementações nas áreas esportivas e de lazer cumprem com as diretrizes elencadas no Programa Nacional de Assistência Estudantil – PNAES e, sendo assim, há uma tentativa de priorizar os estudantes enquadrados nesse perfil, tendo sido estabelecido critérios durante o período de inscrição e seleção dos participantes. A metodologia utilizada foi a da pesquisa quanti-qualitativa, a partir de um estudo de caso, na qual se realizou um levantamento bibliográfico para fundamentação teórica do estudo e uma análise, dentre as categorias elencadas, dos dados inferidos, a partir das ações desenvolvidas em uma perspectiva de permanência e rendimento acadêmico. Ainda há poucos estudos sobre o impacto de políticas de assistência estudantil no Brasil, sobretudo na UFRJ. A importância da pesquisa justifica-se pelo fato de que o quantitativo de estudantes que ingressam na UFRJ, ano a ano, pelos critérios de cotas cresce vertiginosamente, fazendo, sobretudo repensarmos que o papel da assistência estudantil deve estar pautado nos eixos norteadores do Decreto nº 7.234/10, estando entre esses, o esporte. Tal consideração alarga ainda mais a responsabilidade da UFRJ na construção de políticas que atendam esse novo perfil de estudantes, historicamente relegado ao acesso no ensino de nível superior. Os resultados parciais indicam uma demanda reprimida com relação às políticas de esporte e lazer na UFRJ, ainda mais se considerarmos que 82,6% os cursos de graduação oferecidos pela UFRJ são em turno integral. Ao mesmo tempo indica uma possível associação entre os benefícios das atividades esportivas desenvolvidas e uma trajetória acadêmica que contemple a sua permanência e, consequentemente, a conclusão dos estudos com qualidade social. Essa análise ainda requer um acompanhamento mais abrangente e criterioso, de forma a mapear a trajetória acadêmica desses estudantes envolvidos no referido programa de esporte, e posteriormente, uma comparação com os resultados iniciais.
Palavras-chave: esporte; permanência; assistência estudantil.