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MUSEU DOM JOÃO VI DA ESCOLA DE BELAS ARTES DA UFRJ: AÇÕES APÓS O INCÊNDIO DE OUTUBRO DE 2017
RENATA da Silva CARVALHAES, ana maria Tavares Cavalcanti, andrea cristina balduino da silva, claudia regina da fonseca ferreira, izolda brandão armelau, maria soares da silva lins, benvinda de jesus ferreira Ribeiro

Última alteração: 2017-08-27

Resumo


No dia 3 de outubro de 2016, um incêndio atingiu parte do oitavo andar do Prédio Jorge Machado Moreira, onde se localizavam salas da administração da Reitoria da UFRJ. No andar abaixo, o acervo do Museu D. João VI da Escola de Belas Artes saiu incólume, mas foi grande a comoção da equipe e dos amigos do museu. Logo após o ocorrido, estudantes e professores da UFRJ, pesquisadores, historiadores de arte de várias universidades brasileiras, diretores de museus, e em especial do Museu Nacional de Belas Artes, nos procuraram pedindo notícias e oferecendo ajuda. Nessa comunicação, apresentamos as ações que foram e estão sendo realizadas a partir de então, para preservar o acervo desse museu que guarda a memória do ensino oficial das artes no Brasil. Foi em 1979 que o Museu D. João VI foi criado, 4 anos após a transferência da Escola de Belas Artes para a Cidade Universitária, na Ilha do Fundão. Até então, as obras que hoje integram o museu estavam expostas nas salas de aula e corredores da escola, pois a origem da coleção do Museu Dom João VI é justamente o material produzido por alunos e professores da antiga Academia, posterior Escola de Belas Artes, no decorrer das práticas didáticas da instituição. Assim, a motivação para a criação do museu foi a salvaguarda de uma coleção de alto valor para o entendimento da história do ensino artístico no Brasil. Atualmente, com os locais fechados ao público após o incêndio, a batalha diária da equipe do museu tem sido manter o ambiente saudável para os objetos, preservando sua matéria física para conservar seu bem imaterial, a história contada nestes artefatos. O acesso a essa história tem sido mantido através de empréstimos recentes de obras para exposições importantes em espaços cariocas como o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu de Arte do Rio e a Pinakotheke Cultural, ou em São Paulo, como o Instituto Tomie Ohtake e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. A divulgação de pesquisas sobre o acervo tem sido feita pelas redes sociais (Facebook do museu), e em eventos como os Seminários do Museu D. João VI, cuja próxima edição está prevista para novembro desse ano. Nosso acervo reúne a produção de alunos e professores da primeira Escola de Artes do Brasil, escola que serviu de modelo às demais espalhadas pelo país. O presente estudo conta um trecho da história da UFRJ e mostra o modelo do desenvolvimento institucional de um museu e seu acervo, apresentando o resgate da memória de uma coleção que é importante não somente para a Escola de Belas Artes mas para o país.

Palavras-chave: Museu D. João VI; preservação; memória: ensino das artes.


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